quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Pelo sim, pelo não

Algumas pessoas não conseguem dizer não em certas situações. Indo além das piadinhas pornôs óbvias (se você pensou em uma, parabéns: você é um leitor de MAD), isso é uma coisa muito complicada.

Como nasce esse efeito? Nasce assim: uma pessoa boa começa a querer ser superlegal e acaba virando o bobo que as pessoas montam em cima.

Sim, isso é bem autobiográfico.

Você começa a dizer sim para todos os programas de índio, idéias fracas, coisas que não dão em nada, toda sorte de atrasos de vida que aparecem. E nesse caso podemos dizer que uma adição às leis de Newton seria: "Os atrasos de vida tendem a se mover e aderir às pessoas que não dizem não."

A solução para isso seria ficar esperto, aprender a ser duro com as pessoas. Mas quem me entende sabe que ser duro com as pessoas não é algo que se deseja fazer. Ou você o faz naturalmente (falta alguma fibrinha no coração) ou você se sente um carrasco.

Agora, o problema de verdade: quando você não diz não para as pessoas, acaba sem querer machucando as pessoas que só merecem ouvir sim. Porque elas estarão a seu lado quando você estiver de mau humor por ter aceitado um programa de mico. E podem acabar sendo respingadas por sua raiva.

Para essas pessoas, mais importante que o sim ou o não é o "desculpa-me".

4 comentários:

stephanie disse...

não, não desculpo.

Saulot disse...

Aê Wolvie, começar um blog é muito bom (escrevo isso sem nunca ter começado um). Ajuda a manter algumas idéias, ajuda a melhorar o texto e, no mínimo, é bom pra desestressar.

Além disso, pelo que vi, você escreve muito parecido com o que você é no dia-a-dia (sem preocupações de digerir as idéias e escrever de modo pomposo e hermético). E isso é ótimo, principalmente para quem não consegue conversar pessoalmente com você com freqüencia (Eu incluso - Aliás, vou usar trema sim! Pau no cú da língua portuguesa).

Senta o dedo nessa porra aí, que sempre que possível vou dar uma passadinha aqui... Blog tem de ser isso: você escreve pra relaxar e as pessoas o lêem pelo mesmo motivo.

Tiago disse...

Que grata felicidade em encontrar meu irmão mais meu, compartilhando conosco um pouca da sua confusão e do seu jazz (por que, não?). Um misto de inveja pelo brilhantismo transbordante contido nessas palavras tão bem articuladas, com até uma sensação de traição. Onde estavam estás idéias tão profundas e pertinentes? Será que meu amigo católico teria feito um pacto com O Outro para ser agraciado com tal magnífico dom? Ou seria esse um segredo guarado a sete chaves desde sempre? Aguardo ansioso o próximo post para ver se tenho uma pista sobre esse dilema lancinante. Até lá fica o mais sincero parabéns do fã número do "Subo Nesse Palco"

V. H. disse...

É sei como é