segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Primeiros passos

Não sei se o primeiro post costuma ser o mais difícil.

Conversando, outro dia, sobre a possibilidade de criar este blog - o meu primeiro - descobri que não tinha muito bem um tema pro primeiro post. Não tinha nem tema pro blog, mas este problema eu resolvo depois.

A única coisa que consegui, com meu lado advogado do Diabo, foi achar dois problemas que podem afligir o condenado que escreve o primeiro post da vida. Como eu sou novo no lance ainda tinha a sensação que a primeira publicação internética é como o primeiro vôo de um pássaro. Errou, tenta na próxima encarnação porque você já era. Salvo com a ajuda de algum veterinário ou literato.

Os tais dois problemas, lá vão eles.

Primeiro. Todas as pessoas um dia fazem algo mal feito. O Vinícius já escreveu alguma coisa bem Roupa Nova. O Tyson perdeu do Buster Douglas. O Senna foi reto na (sua) última curva. O Poe caiu na besteira de explicar o Corvo. Imagina eu então , que coleciono erros?

O segundo é que um blog define a pessoa. É um recorte, mas tem de retratar o todo. E o todo não é feito para todos. A gente é uma coisa para cada pessoa e num blog (como naquele brinquedo que enjoa na primeira semana, o Orkut) a gente é pra todo mundo um texto.
Bom, daí dava preu entrar naquela semiótica toda, máscaras e personas e Jungs e assim vai... Pra mim isso é meio lance de bêbado fazendo Tai Chi, é patético embora esteja no ritmo certo. A lição de moral é: não quero que o primeiro post me aprisione.

Então, vambora.
Esse não será um blog sobre shows.
Nem sobre textos, e eu vou me controlar pra garantir isso.
Não será sobre nenhum dos meus apelidos, nem sobre as pessoas que eles representam.

Esse blog vai ser meu primeiro jazz. Bem beebop. Vou improvisar tudo, tendo de base alguma frase do baixista.

3 comentários:

stephanie disse...

seu blog ainda é anti-semita, só pra usuários do google, e não dá pra comentar com algum apelidinho capicioso do tipo "baixista do diabo".
enfim, só queria dizer que não acreditar em deus também é uma religião. ;.)

Fernanda disse...

delícia de texto. engraçado como mesmo sem querer o seu primeiro texto criou uma persona. um pouco existencialista talvez, certo charme parisiense, uísque num bar do centro, muitas dúvidas, que são as boas características dos profundos.

Bruno disse...

Ninguém devia encanar com a possibilidade de fazer mal feito. Apresentar uma porcaria ao mundo é um ato de coragem!
e os erros muitas vezes revelam...
A VERDADE!

Pensando bem, achei esse seu 1o post bem-feitinho demais...